Apagão: André Ventura aponta falhas da Proteção Civil e critica dependência energética de Espanha

Joana Ramalho | 28 de Abril de 2025 às 23:04
A carregar o vídeo ...

André Ventura

No NOW, o líder do Chega defendeu que "todos" devem refletir a dependência energética que Portugal "tem do exterior".

O líder do Chega, André Ventura, criticou esta segunda-feira a Proteção Civil por não ter avisado a população mais cedo sobre a falha energética que ocorreu esta segunda-feira em todo o território do país.

Em entrevista ao NOW, André Ventura considerou que a falta de aviso por parte da Proteção Civil é um "caso flagrante", uma vez que a população estava confusa e preocupada.

"É incompreensível que ao longo do dia não se receba, só agora às oito, nove da noite, uma mensagem da Proteção Civil a alertar para uma situação que era inédita e que deixou muita gente preocupada (…) Devíamos e podíamos ter feito muito mais", disse André Ventura.

O dirigente do Chega acrescentou ainda que a Proteção Civil devia ter "tranquilizado" a população durante o dia.

Além disso, André Ventura defendeu que "todos" devem refletir a dependência energética que Portugal "tem do exterior".

"Encerrámos as nossas centrais a carvão por causa de acordos com a União Europeia, cortes supostamente 'ecologistas', e agora estamos completamente dependentes de abastecimento do exterior e sobretudo de Espanha. Isto é muito negativo e deve levantar reflexões para o nosso futuro", indicou.

Segundo André Ventura, nos últimos anos, o país fez "algumas coisas particularmente graves". "Encerrámos os nossos centros de proteção de energia, e isso foi grave, ficámos efetivamente dependentes daquilo que compramos aos espanhóis, e isso é numa situação de conflito, de pandemia, de desestabilização de linhas pode ser fatal", acrescentou.

O líder do Chega continuou por dizer que Portugal importou nos últimos anos energia a preços muito elevados.

"À hora que a crise aconteceu hoje [segunda-feira], estávamos a importar uma quantidade brutal de energia de Espanha, e a pagar a preços milionários, quando devíamos ter as nossas próprias fontes e a nossa própria soberania", concluiu.