Crescimento de partidos de direita na Europa
Com perto de dez países com esta arquitetura política, o centro-direita está em maior número nos executivos europeus.
A ascensão da extrema-direita na Europa é um fenómeno já com alguns anos e agora, em muito Estados da União Europeia, já fazem parte de governos em funções.
Em Portugal, o crescimento do Chega é um reflexo do que se passa lá fora. É o caso, por exemplo, da Hungria, onde mais de metade da população vota na extrema-direita. Enquanto isso, na Polónia, Itália e França esses valores ultrapassam os 30%.
Além disso, há pelo menos sete países em que estas forças já estão no Governo ou têm acordos com os executivos, como, por exemplo, Itália, onde Giorgia Meloni lidera o Governo e é abertamente apoiante do Presidente norte-americano, Donald Trump. O mesmo acontece na Hungria, com o primeiro-ministro Viktor Orbán.
Na Finlândia, a extrema-direita faz parte da coligação de Governo e nos Países Baixos o Partido Pela Liberdade assinou um acordo de coligação com outras três forças de direita.
Em sentido oposto estão os governos de esquerda no poder, como por exemplo, Espanha, que tem Pedro Sánchez no poder, com uma coligação progressista. Na Dinamarca, o Partido Social Democrata de esquerda está no poder e em Malta há mesmo uma maioria do Partido Trabalhista.
Por fim, também os liberais têm ganhado algum terreno. Há pelo menos quatro países onde estão no Governo. É o caso de França com Marine Le Pen, que tem ganhado muito espaço, mas que é, ainda assim, liderado por Emmanuel Macron, do Partido Renascimento. Também a Bélgica tem um primeiro-ministro liberal, do Movimento Reformador, e a Estónia.
Os restantes governos da Europa têm partido de centro-direita no poder, tal como acontece em Portugal.
Recentemente, a Alemanha elegeu o novo Chanceler alemão, Friedrich Merz, da CDU, partido de centro-direita também de Angela Merkel.
Com perto de dez países com esta arquitetura política, o centro-direita está em maior número nos executivos europeus.
Já no Parlamento Europeu, o voto segue o mesmo sentido. No ano passado, dos 270 deputados, mais de 100 estavam sentados nos partidos de extrema-direita.