Surto de Ébola em África
O vírus já fez mais de 130 mortes na República Democrática do Congo. Apesar disso, a Direção-Geral da Saúde deixa claro que existe muito pouco risco no que toca a contaminações em solo europeu.
Uma ameaça que recomeçou no Congo mas que já preocupa organizações a nível global. A nova onda de infeções do vírus do Ébola começa a preocupar a Organização Mundial de Saúde, particularmente pela rapidez do crescimento do número de casos.
Para já, o vírus está circunscrito a África. A Direção-Geral da Saúde deixa claro que o risco de infeções na Europa é muito baixo, mas lança alguns alertas.
À semelhança do que aconteceu em 2019, a Direção-Geral da Saúde recomenda, em caso de viagem indispensável à República Democrática do Congo: não contactar com doentes ou cadáveres infetados com Ébola, evitar o consumo de carne de caça e contacto com animais selvagens, vivos ou mortos, lavar e descascar a fruta e vegetais antes do seu consumo e utilizar apenas água potável, lavar as mãos regularmente usando sabão ou antissépticos e garantir práticas sexuais seguras.
Para além das recomendações à população, as autoridades portuguesas reforçam as medidas de deteção precoce de casos de Ébola.
No passado domingo, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.
A República Democrática do Congo anunciou que vai abrir três centros de tratamento para o vírus Ébola na província oriental de Ituri. Neste local foi detetada uma nova variante do surto. Para já não existem terapêuticas nem vacinas aprovadas.