Judoca foi intercetado em escuta telefónica relacionada com a investigação do caso.
O Jorge Fonseca foi intercetado em escutas telefónicas relacionadas com a investigação que desmantelou uma rede de tráfico de droga liderada por Nuno Ricardo Nogueira dos Santos, batizado pela PSP de 'Uber da Droga', como avançou na 2.ª feira o 'Observador. Esta 3.ª feira, o judoca olímpico recorreu às redes sociais para reagir a esta notícia, lembrando que nunca foi arguido no processo. Além disso, garante que "nunca consumiu substâncias psicotrópicas, nem chegou a existir qualquer compra ou consumo, tendo a situação sido esclarecida em sede própria."
Recorde-se que, além do atleta, também o ator José Carlos Pereira e a atriz Marta Gil foram intercetados nas escutas.
Leia o comunicado de Jorge Fonseca na íntegra:
"Nos últimos dias, o meu nome foi associado ao processo conhecido como ‘Uber da Droga’, um processo que está concluído e já teve sentença. Ainda assim, quero esclarecer, de forma inequívoca, que nunca fui arguido nem suspeito neste caso.
A minha ligação a este processo resumiu-se ao que já foi publicamente referido. Da minha parte, sempre me limitei a esclarecer o que sabia, sem qualquer envolvimento no tráfico ou consumo de substâncias ilícitas.
O que esteve em causa não foi qualquer consumo ou atividade criminosa, porque nunca consumi substâncias psicotrópicas, nem chegou a existir qualquer compra ou consumo, tendo a situação sido esclarecida em sede própria, como já é do conhecimento de todos.
Além disso, recordo que como atleta profissional sou há muitos anos submetido, pelas entidades nacionais e internacionais, a controlos antidoping muito regulares, quer durante o período de treinos e competições, quer durante as férias.
Lamento o incómodo causado à minha família, ao meu clube e a todos os que me têm acompanhado. Continuarei focado na minha vida pessoal e desportiva, ainda com maior responsabilidade e respeito."