Médicos portugueses detidos em flotilha humanitária por Israel já chegaram a Portugal

| 22 de Maio de 2026 às 10:33
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Médicos portugueses detidosem flotilha humanitária por Israel já chegaram a Portugal

Gonçalo Reis Dias garantiu: "Tenho mais medo de não viver por aquilo em que acredito do que, do que do Estado de Israel".

Os dois médicos portugueses detidos por Israel, após integrarem uma flotilha humanitária, chegaram ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Gonçalo Reis Dias e Maria Beatriz Matos foram recebidos por cerca de cinquenta pessoas, incluindo familiares e ativistas.

Em declarações ao NOW, Gonçalo Reis Dias descreveu a experiência como uma das mais difíceis que já passou, mas sublinhou a importância da missão.

"Não nos podemos esquecer que tudo isto é necessário porque há um genocídio em curso, há pessoas a sofrer todos os dias, a serem mortas, crianças, idosos, profissionais de saúde, jornalistas", afirmou o médico.

O ativista relatou que os detidos foram alvo de agressões por parte das forças israelitas e mencionou que algumas pessoas na flotilha foram baleadas. Questionado sobre o impacto da detenção, Gonçalo Reis Dias garantiu: "Tenho mais medo de não viver por aquilo em que acredito do que, do que do Estado de Israel".

O médico confirmou ter sentido medo e detalhou as marcas físicas da prisão.

"Não sinto estes três dedos de me apertarem as algemas com demasiada força. As minhas mãos estavam azuis, mas lentamente acho que irei recuperar", explicou. Após o regresso a Portugal, Gonçalo Reis Dias indicou que vai tirar uns dias de descanso para estar com as pessoas que ama.