Vladimir Putin chega a Pequim para se reunir com Xi Jinping

Lusa | 19 de Maio de 2026 às 17:42
Vladimir Putin chega a Pequim para se reunir com Xi Jinping
Vladimir Putin chega a Pequim para se reunir com Xi Jinping FOTO: AP

Vladimir Putin e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, vão discutir formas de "reforçar" a parceria estratégica bilateral e "trocar opiniões sobre as grandes questões internacionais e regionais", segundo a presidência russa.

O Presidente russo, Vladimir Putin, chegou esta terça-feira à China, onde irá reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, com o objetivo de demonstrar relações inabaláveis entre os dois países.

Putin aterrou no aeroporto internacional de Pequim pouco depois das 23h15 locais (16h15 em Lisboa), apenas alguns dias após a visita do seu rival geopolítico, Donald Trump, e foi recebido por responsáveis militares que o aguardavam para lhe dar as boas-vindas.

Com 73 e 72 anos, respetivamente, Vladimir Putin e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, vão discutir formas de "reforçar" a parceria estratégica bilateral e "trocar opiniões sobre as grandes questões internacionais e regionais", segundo a presidência russa.

Na sua 25.ª visita à China, de dois dias, a agenda deverá estar centrada na situação no Médio Oriente, na guerra na Ucrânia e em possíveis acordos no domínio energético.

A viagem coincide com o 25.º aniversário do Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação entre a China e a Rússia, num momento em que Pequim e Moscovo apresentam a sua parceria como um fator de "estabilidade" no cenário internacional.

Putin negou que ambos os países ajam "contra alguém", assegurando que trabalham "em prol da paz e do desenvolvimento comum".

Na véspera de aterrar na China, Putin divulgou uma mensagem dirigida ao povo chinês na qual qualificou Xi de "bom amigo" e assegurou que as relações entre ambos os países atingiram um nível "sem precedentes".

Segundo o Kremlin, Putin e Xi assinarão cerca de 40 acordos, incluindo declarações conjuntas sobre o reforço da sua parceria estratégica e sobre o desenvolvimento de uma nova ordem internacional.

Um dos temas centrais será a guerra na Ucrânia, sobre a qual vários países europeus continuam a pressionar a China a usar a sua influência sobre Moscovo para promover uma saída negociada.

Pequim negou hoje informações publicadas pelo jornal norte-americano Financial Times, segundo as quais Xi teria dito, durante a recente visita de Trump, que Putin poderia acabar por "arrepender-se" de ter lançado a invasão em grande escala da Ucrânia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês classificou essa notícia como "completamente inventada".

Desde o início da guerra, a China tem mantido uma posição ambígua, apelou ao respeito pela soberania e integridade territorial de todos os países e, ao mesmo tempo, insistiu em atender às "preocupações legítimas de segurança" de todas as partes, em referência à Rússia.

No plano energético, Moscovo espera avançar em questões pendentes como o projeto "Força da Sibéria-2", destinado a aumentar o fornecimento de gás russo à China.

A Rússia forneceu ao país asiático 101 milhões de toneladas de petróleo e 49 mil milhões de metros cúbicos de gás no ano passado, de acordo com dados divulgados pela parte russa.

Pouco antes do início da invasão russa em grande escala da Ucrânia, Xi e Putin proclamaram em Pequim uma "amizade sem limites", uma fórmula que, desde então, tem acompanhado o reforço dos laços políticos, comerciais e energéticos entre os dois países.