Antigo assessor do FC Porto fica com pena suspensa anulada
Ministério Público admite que Diogo Faria beneficia da Lei da amnistia de 2023. Pena de um ano de prisão será perdoada.
Em outubro de 2025, o Tribunal Constitucional rejeitou o recurso de Diogo Faria, o antigo assessor do Futebol Clube do Porto. Assim, o ex-diretor de conteúdos do Porto Canal foi condenado a um ano de prisão, mas com pena suspensa, por ter revelado e-mails do Benfica entre 2017 e 2018.
Mas agora o panorama de Diogo Faria pode mudar devido à visita do Papa Francisco a Portugal em 2023. Foi o próprio ministério a admitir que o arguido reúne as condições para beneficiar de um ano de redução de pena devido à lei da amnistia, aprovada em 2023 para assinalar a visita do Papa Francisco.
Neste caso, esta redução corresponde à totalidade da pena, ou seja, mesmo que suspensa, a pena seria anulada totalmente.
O pedido de amnistia foi feito pela própria defesa de Diogo Faria. Em resposta à Procuradora do Ministério Público Rosalina Kerroum considerou que por Diogo Faria ter menos de 30 anos na altura dos factos e pelo crime de violação de correspondência se enquadrar nos delitos amnistiados pela lei, a pena poderia ser anulada. A decisão final será tomada pelo mesmo coletivo de juízes que condenou Diogo Faria e Francisco J. Marques, ex-diretor de comunicação do Porto, que ficou sujeito a dois anos e seis meses de prisão com pena suspensa.
O próprio FC Porto foi condenado a pagar ao Benfica uma indemnização de 600 mil euros.