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Relativamente à chegada massiva de migrantes a Ceuta, Vasco Rato rejeitou que a crise se deva ao trabalho de máfias, afirmando que a migração «foi uma arma diplomática que foi usada por um Estado», no caso Marrocos.
No NOW, o professor e especialista em relações internacionais Vasco Rato analisou os mais recentes desenvolvimentos no Médio Oriente, na Ucrânia e na crise migratória em Ceuta.
Em relação ao conflito envolvendo o Irão e o Estreito de Ormuz, Vasco Rato sublinhou que «a guerra está de facto a expandir», alertando para uma «escalada em termos horizontais» com o envolvimento do Egito, Jordânia e dos Houthis no Iémen.
Sobre a decisão de Donald Trump em relação ao fornecimento de mísseis Patriot à Ucrânia, considerou tratar-se de «um péssimo sinal, porque mais uma vez é um sinal de inconsistência estratégica» que será interpretado nesses termos por Moscovo, acrescentando a existência de uma escassez global destes interceptores.
Por fim, relativamente à chegada massiva de migrantes a Ceuta, Vasco Rato rejeitou que a crise se deva ao trabalho de máfias, afirmando que a migração «foi uma arma diplomática que foi usada por um Estado», no caso Marrocos, e alertou para as profundas divergências entre os países europeus sobre como resolver as questões migratórias.