Keir Starmer
Keir Starmer refere que o plano de investimento na defesa manterá o Reino Unido mais seguro. Contudo, não se compromete com os 3% do PIB.
Caças a jato que voam de forma autónoma, submarinos não tripulados e drones são o que vai estar no centro das futuras forças armadas britânicas, ao abrigo de um plano de defesa anunciado esta terça-feira, que reflete um mundo de conflitos transformado pela tecnologia.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Keir Starmer, esta terça-feira, em Londres, numa fábrica de drones.
O plano de investimento na defesa do Reino Unido tem sofrido atrasos sucessivos, à medida que os líderes militares e autoridades britânicas divergem naquilo que diz respeito ao custo do reforço de equipamento das forças armadas britânicas.
Tal como outros países da NATO, o Reino Unido está sob pressão para aumentar o investimento na defesa, perante o escalar de uma Rússia mais agressiva e uns Estados Unidos cada vez menos previsível.
Note que Keir Starmer referiu que o plano de investimento na defesa manterá o Reino Unido mais seguro, perante as crescentes ameaças mundiais.
No entanto, o plano não se compromete a gastar 3% do PIB em defesa até 2030, como é exigido, um dos fatores que levou John Healey a demitir-se do cargo de secretário da Defesa do Reino Unido, a 11 de junho.
Healey acusou o governo de Starmer de investir menos do que aquilo que considera ser necessário para as forças armadas. Referiu mesmo uma avaliação feita pelos serviços de informação britânicos de que Moscovo poderia vir a atacar um país membro da NATO até 2030.