China e EUA: "A grande história do nosso tempo é a rivalidade estratégica"

Joana Ramalho | 14 de Maio de 2026 às 23:43
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O especialista NOW em Geopolítica Germano Almeida referiu, no NOW, que a competitividade entre os dois países "tenderá a aumentar", na perspetiva de que Pequim quer "ser a superpotência", ultrapassando a dominante norte-americana.

Germano Almeida, autor do programa Guerra e Paz, do NOW, falou esta quinta-feira sobre a cimeira que ocorreu em Pequim, entre Donald Trump e Xi Jinping, destacando que este era um encontro "muito importante".

"Ambos os líderes querem mostrar que é possível terem uma relação cordial, estável e previsível, dentro de um quadro que é de grande rivalidade. Esta é a grande história do nosso tempo, a rivalidade estratégica e competição entre os Estados Unidos e a China", começou por destacar.

O especialista NOW em Geopolítica referiu que a competitividade entre os dois países "tenderá a aumentar", na perspetiva de que Pequim quer "ser a superpotência", ultrapassando a dominante norte-americana.

"Isso poderá acontecer e a cimeira mostra esse momento de transição. Mostra o momento de uma China a afirmar-se, que consegue receber o presidente dos Estados Unidos, com uma comitiva muito significativa, das maiores empresas do mundo, as mais ricas e prósperas, numa fase em que ambas as economias ainda são muito interdependentes", sustentou.

No entanto, Germano Almeida destaca que Washington e Pequim caminham para um "decoupling", ou seja, para um desprendimento dessa dependência.

"A China, para continuar o caminho de desenvolvimento na inteligência artificial, precisa dos chips e da tecnologia americana. Os Estados Unidos, para continuarem uma série de desenvolvimentos em vários setores fundamentais, precisam das terras raras chinesas", referiu.