Cotação do petróleo Brent baixa 0,75%, para 95,20 dólares

Lusa | 10 de Abril de 2026 às 22:09
Cotação do petróleo Brent baixa 0,75%
Cotação do petróleo Brent baixa 0,75% FOTO: AP

A Casa Branca prometeu “tentar conduzir negociações positivas”, apelando a Teerão para “não brincar” com o processo.

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em junho terminou esta sexta-feira no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,75%, para 95,20 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 72 cêntimos abaixo dos 95,92 com que encerrou as transações na quinta-feira.

O seu equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio, caiu 1,33%, para 96,57 dólares.

No final da semana anterior, o WTI tinha atingido 111,54 dólares e o Brent 109,03 dólares por barril.

Os preços caíram abruptamente na quarta-feira com o anúncio de uma trégua entre Teerão e Washington e reabertura do estreito de Ormuz, mas continuam longe dos níveis anteriores ao conflito.

Segundo Nancy Vanden Houten, da Oxford Economics, “mesmo que esta trégua se mantenha e conduza a uma cessação mais duradoura das hostilidades”, os preços do petróleo só deverão “baixar gradualmente”.

Carsten Fritsch, do Commerzbank, afirmou à AFP que “a questão central para o mercado petrolífero é saber se o tráfego marítimo no estreito de Ormuz será retomado”.

“Por enquanto, nada indica que seja esse o caso”, observou Fritsch.

A navegação continua dificultada nesta rota marítima estratégica para o petróleo, praticamente bloqueada pelo Irão desde o início da guerra a 28 de fevereiro.

Conversações entre norte-americanos e iranianos deverão ter lugar nos próximos dias no Paquistão, mas um alto dirigente de Teerão exigiu esta sexta-feira como pré-condição uma trégua no Líbano e o desbloqueio dos ativos do seu país, lançando dúvidas sobre o processo.

A Casa Branca prometeu “tentar conduzir negociações positivas”, apelando a Teerão para “não brincar” com o processo.

O mercado aguarda, nos próximos dias, dois relatórios mensais fundamentais, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da Agência Internacional de Energia (AIE), suscetíveis de lançar nova luz sobre o impacto das perturbações no Médio Oriente.