O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.
O Hezbollah libanês, movimento xiita pró-Irão, reivindicou esta sexta-feira uma ofensiva com artilharia e foguetes contra posições do exército israelita perto da fronteira, e Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra a cidade israelita de Telavive.
"Em resposta à agressão criminosa israelita que atingiu dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios a sul de Beirute, os combatentes da Resistência Islâmica lançaram um ataque (...) com salvas de foguetes e tiros de artilharia", escreveu o Hezbollah num comunicado.
No momento do ataque, por volta das 02h10 (00h10 em Lisboa), sirenes soaram nas localidades israelitas visadas, sem que fossem registadas vítimas ou danos.
Também esta sexta-feira os Guardas da Revolução iranianos anunciaram terem lançado mísseis e drones contra Telavive, em Israel.
"A operação inclui um ataque combinado de mísseis e drones, bem como o lançamento de uma barragem de mísseis Kheibar, visando alvos localizados no centro de Telavive", de acordo com um comunicado dos Guardas citado pela agência de notícias oficial iraniana Irna.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, que era o líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.