No sexto dia de uma guerra lançada pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no sábado passado, as hostilidades continuaram a alastrar-se na região, nomeadamente em Beirute, com o conflito a opor o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão, e as forças israelitas.
A guerra no Médio Oriente entra esta sexta-feira no sétimo dia, após Israel anunciar uma "nova fase" no conflito contra o Irão, em paralelo com novos ataques contra o Hezbollah no Líbano.
"Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou na quinta-feira à noite, numa declaração televisiva, o chefe do Estado-Maior israelita.
O tenente-general Eyal Zamir afirmou que Israel vai continuar a "desmantelar o regime" iraniano e as capacidades militares durante esta nova fase.
"Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.
No sexto dia de uma guerra lançada pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no sábado passado, as hostilidades continuaram a alastrar-se na região, nomeadamente em Beirute, com o conflito a opor o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão, e as forças israelitas.
Estas últimas receberam ordens para avançar mais profundamente no sul do Líbano, a fim de alargar a zona de controlo na fronteira, disse Eyal Zamir.
O pânico já se tinha alastrado a Beirute, após um apelo sem precedentes de Israel para evacuar os subúrbios a sul da capital, tendo-se formado de imediato engarrafamentos gigantescos neste bastião do Hezbollah, onde residem centenas de milhares de pessoas.
À noite, a zona foi atingida por ataques, um dos quais "muito violento", de acordo a agência de notícias oficial libanesa Ani, tendo o exército israelita anunciado que começou a atacar "infraestruturas do Hezbollah".
O Ministério da Saúde libanês disse na quinta-feira à noite que pelo menos 123 pessoas foram mortas e 683 ficaram feridas desde segunda-feira.
"Tudo deve ser feito" para impedir que o Líbano "seja novamente arrastado para a guerra", exortou o Presidente francês, Emmanuel Macron, respondendo a um apelo nesse sentido do homólogo libanês, Joseph Aoun.
Em Washington, Donald Trump exigiu "ser envolvido" na escolha do sucessor do ayatollah Ali Khamenei e afirmou que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano, não é aceitável para governar o país.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, expressou a determinação de Teerão nesta guerra e afirmou à rede norte-americana NBC que não busca nem um cessar-fogo nem negociações.