Negociações entre EUA e Irão acabam sem acordo com acusações mútuas de inflexibilidade

Beatriz Ender | 12 de Abril de 2026 às 17:00
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EUA-Irão

Donald Trump, que acompanhou as negociações à distância, tinha dito anteriormente que um acordo não era importante, uma vez que os EUA já tinham derrotado militarmente o Irão.

Depois de mais de um mês de conflito e um cessar-fogo de duas semanas em vigor, o encontro no Paquistão entre as delegações norte-americana e iraniana era visto como uma oportunidade para aproximar posições. Contudo, ao fim de 21 horas de negociações, os Estados Unidos abandonaram o encontro sem um acordo de paz.

JD Vance justificou o fracasso com a recusa do Irão em aceitar as condições americanas sobre o programa nuclear. Do outro lado, Teerão garantiu que não havia expectativas de alcançar um acordo num único dia de conversações.

Perante o impasse, Paquistão reforçou a importância de manter o cessar-fogo em vigor e garante que vai continuar a desempenhar o papel de mediador.

As conversações centraram-se em temas como o controlo do Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções, a presença militar dos EUA na região e a situação no Líbano.

Donald Trump, que acompanhou as negociações à distância, tinha dito anteriormente que um acordo não era importante, uma vez que os EUA já tinham derrotado militarmente o Irão.

Entre acusações mútuas inflexibilidade por ambas as partes, aumenta agora o risco de uma nova escalada no Médio Oriente.