OMS admite que são esperados mais casos de infeção com hantavírus mas afasta hipótese de epidemia
Até agora, há cinco casos confirmados. Três pessoas morreram.
23 dias depois do início do cruzeiro de luxo pelo Atlântico, o capitão da embarcação informou os passageiros da primeira morte a bordo. A informação avançada pelo comandante indicava causas naturais, mas mais tarde veio a saber-se que o homem estava afetado com o surto de hantavírus. Poucos dias depois, a viúva acabou também por testar positivo e morrer no hospital na África do Sul.
O cruzeiro onde foram registados os casos e as mortes saiu da Argentina a 20 de março. O objetivo era os turistas conhecerem diversos pontos do Atlântico Sul, mas a viagem acabou por ter outro rumo.
O navio está agora no centro de um alerta internacional desde domingo, altura em que a Organização Mundial de Saúde anunciou um surto de hantavírus a bordo do cruzeiro. Apesar de já terem morrido três pessoas, a OMS assegura que não é o início de uma epidemia nem de uma pandemia.
No NOW, a Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, garantiu que o vírus atual é totalmente diferente do da Covid-19.
Depois de passar por Cabo Verde, o navio de cruzeiro de luxo está agora a caminho de Tenerife, nas Canárias. É na ilha que os mais de 140 passageiros vão desembarcar.
Até ao momento, apenas os Estados Unidos anunciaram um voo de repatriamento para os 17 norte-americanos que continuam abordo.