Pascal Schonard, diretor do organismo responsável pela decisão, terá enviado uma carta para o Conselho da União Europeia a dar conta do processo de fiscalização.
A União Europeia poderá declarar ilegal o partido político que integra o movimento Alternativa para a Alemanha (AfD), Europe of Sovereign Nations (Europa das Nações Soberanas, em português), bem como outros partidos europeus de extrema-direita, uma vez que criam "dúvidas sobre a conformidade" com os valores do bloco.
A informação, que foi avançada pelo "Politico" na quinta-feira, ocorre da Autoridade para os Partidos Políticos Europeus e Fundações (APPF), organismo europeu responsável por fiscalizar o cumprimento de regras por parte dos partidos políticos no espaço do bloco.
Se a decisão avançar, o partido europeu ESN é retirado do registo oficial dos partidos políticos da União Europeia, arriscando-se, assim, a perder mais de dois milhões de euros de financiamento.
De acordo com o jornal internacional, o grupo político ESN não enfrenta sanções, mas os eurodeputados da AfD ficarão sem um partido de apoio para futuras eleições ao Parlamento Europeu, bem como na coordenação política com as mesmas ideias que o movimento alemão.
Pascal Schonard, diretor do organismo responsável pela decisão, terá enviado uma carta para o Conselho da União Europeia a dar conta do processo de fiscalização.
No documento, apresenta provas de que os valores do bloco comunitário estão a ser violados por membros do ESN, a partir de publicações nas redes sociais dos eurodeputados e legisladores do partido, com mensagens anti-imigração, antissemita e anti-LGBT.