Israel retomou os seus bombardeamentos em grande escala contra alegados alvos do grupo libanês em Beirute, vale de Bekaa e no sul do país, onde expandiu as posições que já ocupava no anterior conflito.
O Presidente libanês disse esta sexta-feira não ter recebido resposta de Israel sobre negociações para um cessar-fogo na guerra com o grupo xiita Hezbollah, que se prepara para "uma longa confrontação", enquanto as forças israelitas reforçam a presença na fronteira.
Durante um encontro em Beirute com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, Joseph Aoun indicou que já manifestou a sua "disposição para negociar" e disse que espera o apoio da comunidade internacional para o Líbano nesta "fase crítica".
Os ataques israelitas "devem cessar e deve ser alcançado um cessar-fogo", com vista a discutir os próximos passos para um acordo entre as partes, afirmou o chefe de Estado do Líbano, que já contabiliza 773 mortos, incluindo 103 crianças, 1933 feridos e acima de 800 mil deslocados desde o agravamento dos confrontos entre Israel e o grupo xiita apoiado pelo Irão, no início do mês.
Apesar do cessar-fogo que vigorava desde novembro de 2024 que nunca foi integralmente respeitado, o Hezbollah voltou a atacar o norte de Israel a partir de 2 de março com mísseis e drones, em resposta à ofensiva aérea israelo-americana no Irão, desencadeada dois dias antes.
Desde então, Israel retomou os seus bombardeamentos em grande escala contra alegados alvos do grupo libanês em Beirute, vale de Bekaa e no sul do país, onde expandiu as posições que já ocupava no anterior conflito.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou esta sexta-feira que o seu movimento político e militar está pronto para "um longo confronto" com Israel e que "não teme as ameaças do inimigo".
Num discurso transmitido pela televisão libanesa, descreveu a guerra em curso como uma "batalha existencial", na qual advertiu que o Hezbollah não dará "os meios para atingir o objetivo de ser erradicado".
Ao mesmo tempo, Naim Qassem exortou o Governo libanês a "parar de fazer concessões ao inimigo sem nada em troca", instando-o a reverter as suas recentes decisões, em alusão à proibição, anunciada na passada semana, das atividades militares do Hezbollah.