Magyar indicou que o Governo está a negociar com a Comissão Europeia um mecanismo para desbloquear cerca de 16 mil milhões de euros em financiamento comunitário.
O primeiro-ministro da Hungria acusou esta segunda-feira o anterior Governo de Viktor Orbán de ter deixado as finanças “numa situação catastrófica”, afirmando que o défice orçamental poderá ultrapassar os 8,3% do produto interno bruto.
Num discurso no Parlamento, Peter Magyar argumentou que o Governo de Orbán ocultou a verdadeira situação das contas públicas.
O atual chefe do Governo afirmou que embora o défice oficial apontasse para 3,7% do PIB, os documentos internos indicavam já um valor de 6,8%.
Depois de uma revisão das contas realizada pelo novo executivo, em funções desde maio, foi concluído que o défice poderá superar os 8,3% caso a Hungria continue sem acesso aos fundos europeus suspensos por Bruxelas devido a preocupações relacionadas com o Estado de Direito.
Magyar indicou que o Governo está a negociar com a Comissão Europeia um mecanismo para desbloquear cerca de 16 mil milhões de euros em financiamento comunitário.
Na semana passada, o Parlamento húngaro aprovou um pacote com mais de 30 alterações legislativas destinadas a responder às exigências da UE, nomeadamente no domínio do combate à corrupção, condição considerada essencial para a libertação das verbas.
Apesar dessas negociações, o primeiro-ministro húngaro admitiu que, mesmo com a recuperação dos fundos europeus, o défice orçamental deverá permanecer acima dos 7% este ano.
A imprensa húngara lembrou que, no final de abril, ainda durante o Governo de Orbán, o défice acumulado já representava 91,3% do objetivo fixado para todo o ano.