Ucrânia-Rússia
O objetivo é dar início às reparações necessárias nas infraestruturas. Os líderes da Hungria e da Eslováquia acusam Kiev de bloquear deliberadamente a passagem de petróleo russo até aos dois países.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem sido alvo de duras críticas por parte do líder húngaro nos últimos tempos. E a Viktor Orbán junta-se o primeiro-ministro da Eslováquia, que acusam Kiev de bloquear a passagem de petróleo russo por razões exclusivamente políticas.
No entanto, Viktor Orbán e Robert Fico querem que este bloqueio súbito de petróleo seja investigado, uma vez que não acreditam que o oleoduto em causa tenha sido alvo de ataques russos.
Entretanto, na Ucrânia, os ataques russos continuam. Esta sexta-feira, drones de Moscovo atingiram um hotel no centro da cidade ucraniana de Sumy. Um incêndio deflagrou e pelo menos 50 pessoas tiveram de ser retiradas do edifício.
Do outro lado da barricada, drones ucranianos atingiram uma central elétrica russa, na região de Belgorod. As autoridades locais relatam graves danos às infraestruturas energéticas, o que terá resultado em cortes de energia, interrupções no abastecimento de água e falhas no aquecimento.
Apesar dos mútuos ataques, Moscovo e Kiev assinaram um cessar-fogo na região ucraniana de Zaporíjia esta sexta-feira. As tréguas acontecem para permitir a reparação das linhas elétricas na central nuclear ucraniana, que está sob controlo russo desde o início da guerra, em 2022.
Atualmente, a central nuclear não está a produzir eletricidade e depende de energia externa para evitar acidentes.