Comissão Europeia
A 5 de novembro, o governo francês deu início a um processo para suspender o acesso à Shein até que a empresa comprove que o seu conteúdo está em conformidade com a legislação do país.
A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que está a solicitar à empresa de fast-fashion Shein explicações sobre os sistemas implementados para impedir a venda de artigos ilegais online, afirmando que há "sérios indícios de que a Shein pode estar a representar riscos sistémicos" para os consumidores de "toda a União Europeia", garantiu o porta-voz da comissão.
No início de novembro, a França tinha solicitado ao executivo da União Europeia que iniciasse uma investigação sobre a forma como a Shein conseguiu vender artigos ilegais, incluindo bonecas sexuais com aspeto infantil, bem como armas no seu mercado digital.
"As bonecas sexuais infantis, como temos vindo a dizer, não têm lugar na Internet. As armas não têm lugar na Internet. Os brinquedos perigosos não têm lugar na Internet. Mas sabemos pelas autoridades francesas que [a Shein] tem estado a vender todos eles", disse Thomas Regnier, esta quarta-feira.
Dois ministros franceses enviaram uma carta a Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, para que tomasse medidas contra a loja online.
A 5 de novembro, o governo francês deu início a um processo para suspender o acesso à Shein até que a empresa comprove que o seu conteúdo está em conformidade com a legislação de França.
Além das bonecas sexuais com características infantis anunciadas pela França, as autoridades afirmam que também encontraram "grandes quantidades" de armas ilegais na mesma plataforma, incluindo armas de fogo, facas grandes e material de guerra.
Perante a situação, o Ministério das Finanças declarou que as autoridades poderão suspender de vez as atividades do site em França.