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"Estimam-se 120 mil mortos do lado ucraniano contra meio milhão da Rússia. É uma diferença muito grande", referiu Alfredo Leite, em relação à última ofensiva militar russa contra a Ucrânia.
O diretor adjunto do Correio da Manhã e repórter de guerra, Alfredo Leite, analisou no NOW, esta terça-feira, os recentes desenvolvimentos do conflito na Ucrânia, destacando o aumento de vítimas mortais em Kiev e Dnipro.
Segundo o jornalista, a capital ucraniana enfrenta um défice de mísseis Patriots, uma vez que "os Estados Unidos estão a falhar nos timings de entrega", o que deixa a defesa da cidade debilitada face aos ataques massivos.
Em Dnipro, Alfredo Leite sublinha a importância estratégica da cidade para as linhas de abastecimento e refere que os ataques recentes envolveram "munições de fragmentação", tornando-os mais mortíferos. Alfredo Leite abordou também a situação na Crimeia, onde os ataques ucranianos a infraestruturas energéticas provocaram a falta de combustível para Moscovo, levando à fuga de pessoas.
Sobre a mais recente ofensiva russa, Alfredo Leite considera que este foi "um ataque quase em desespero", justificando que a Ucrânia está a reconquistar terreno no Donbass pela primeira vez desde 2022.
O jornalista aponta a falta de efetivos como um problema central para Moscovo, referindo que os serviços secretos britânicos estimam meio milhão de baixas russas.
"Estimam-se 120 mil mortos do lado ucraniano contra meio milhão da Rússia. É uma diferença muito grande", referiu.