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O Bispo de Setúbal traçou um paralelo histórico: tal como o Papa Leão XIII respondeu, em 1891, aos desafios e danos causados pela revolução industrial também o Papa Leão XIV escolhe como ponto de partida do seu pontificado um alerta claro sobre a revolução digital e o impacto da inteligência artificial na humanidade
O cardeal Américo Aguiar esteve esta quarta-feira no NOW e analisou a primeira encíclica do Papa Leão XIV, o documento mais importante do magistério papal e aquele que, por tradição, baliza o tom e as prioridades de um pontificado.
"Um papa, ao longo do seu pontificado, não escreve muitas encíclicas. A primeira costuma ser até aquela que baliza aquilo que será o pontificado", afirmou.
O cardeal traçou um paralelo histórico revelador: tal como o Papa Leão XIII respondeu, em 1891, aos desafios e danos causados pela revolução industrial — que tinha transformado radicalmente o trabalho, a sociedade e as relações humanas —, também o Papa Leão XIV escolhe como ponto de partida do seu pontificado um alerta claro sobre a revolução digital e o impacto da inteligência artificial na humanidade.
Uma mensagem que atravessa 130 anos de história e continua mais atual do que nunca: quando o mundo muda profundamente, a Igreja sente a responsabilidade de olhar para essa mudança com seriedade e de pedir a todos que façam o mesmo.
"O Papa está a dizer agora, a revolução é digital e há aqui qualquer coisa que nós temos que ter atenção. A humanidade em geral tem que ter atenção à inteligência artificial", referiu.