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O ex-ministro do Ambiente e Ação Climática diz "não ter qualquer receio" com a influência militar na gestão da rede de emergências.
A polémica em torno do regresso de Paulo Viegas Nunes à presidência do SIRESP e da consequente demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna não preocupa Duarte Cordeiro. No NOW, o ex-ministro do Ambiente e Ação Climática deixou claro que Luís Neves "tem competência para nomear quem entender e cabe-lhe defender essa escolha".
"E é isso que está a fazer", acrescentou o ex-governante.
Quanto ao argumento central da demissão de António Pombeiro, Duarte Cordeiro não esconde a sua posição. "Não tenho qualquer receio com esse tipo de envolvimento", afirmou, referindo-se ao alegado aumento da influência das Forças Armadas na gestão do SIRESP.
Recordou ainda duas experiências concretas enquanto ministro do Ambiente e Ação Climática no governo socialista, em que os militares foram chamados a intervir durante a pandemia e no combate aos incêndios, através dos meios aéreos da Força Aérea. Em ambos os casos, as Forças Armadas "responderam sempre sendo uma mais-valia para a solução dos problemas".
Deixa ainda uma mensagem de pragmatismo, defendendo que tanto o novo presidente do SIRESP como o ministro da Administração Interna devem ser avaliados pelos resultados e não pela polémica que rodeou a nomeação.