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O ex-governante socialista afirmou que "ninguém percebe" o que a presidente da União Europeia entende como "membro associado" — e não membro oficial do bloco — e reiterou que este anúncio obriga "a ter maior desenvolvimento" e "substância".
Fernando Medina esteve no NOW esta quarta-feira e comentou o discurso de Ursula von der Leyen e a aproximação da União Europeia ao Canadá, considerando que se tratou de uma declaração marcada pelo simbolismo. "Esperava-se mais conteúdo para um anúncio desta dimensão", acrescenta.
"É um discurso marcado do ponto de vista mais simbólico do que prático, com o anúncio desta intenção de forte estreitamento de relações com o Canadá, que é do desejo de ambos os blocos", começou por dizer.
De seguida, o ex-ministro afirmou que "ninguém percebe" o que a presidente da União Europeia entende como "membro associado" — e não membro oficial do bloco — e reiterou que este anúncio obriga "a ter maior desenvolvimento" e "substância".
"Há uma preocupação em anunciar um conselho de defesa que possa reunir não só a União Europeia mas também o Reino Unido, a Noruega e o Canadá. No fundo, é um passo que a Europa pretenderá dar no sentido de robustecer o seu processo de tomada de decisão face ao que foi o forte recuo do sistema multilateral, procedido unilateralmente pelos americano. Mas nada é adiantado mais sobre isso", vincou Fernando Medina.