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Fernando Medina sublinhou que o Partido Socialista votará contra a proposta.
No programa 'Contas Certas' do NOW, o antigo ministro das Finanças, Fernando Medina, analisou a proposta do governo para a Prestação Social Única e a próxima reunião do Banco Central Europeu.
Sobre a nova prestação, Fernando Medina criticou as alterações aos critérios de acesso, considerando que dificultam a atribuição do apoio aos cidadãos mais vulneráveis.
O antigo governante destacou a introdução de regras como a contabilização de viaturas no património e a criação de uma linha de denúncia, afirmando que "todo o discurso do governo e aquilo que motivou até a própria apresentação e a forma como esta prestação é apresentada é um exercício ideológico de punição dos pobres e dos dificultados pela sua própria situação".
Medina sublinhou que o Partido Socialista votará contra a proposta.
Em relação ao Banco Central Europeu e à possível subida das taxas de juro, Fernando Medina defendeu uma postura de prudência.
O antigo ministro referiu que a inflação atual deriva de fatores geopolíticos e alertou que o banco "não pode e não deve" usar as taxas de juro "de uma forma de afirmação da sua autoridade, colocando em risco a própria situação da economia, que está frágil".