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PSU "não foi no sentido" de combater a pobreza de forma eficaz, considera Fernando Medina

Joana Ramalho | 10 de Junho de 2026 às 23:13
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No NOW, o ex-ministro das Finanças afirmou que esta medida, "para surpresa de muitos", ficou aquém das expectativas.

O ex-ministro das Finanças Fernando Medina esteve no NOW esta quarta-feira e analisou a criação da Prestação Social Única (PSU), que poderá ser viabilizada pelo Chega na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, segundo André Ventura.

"Na maior destas prestações todas, que é o rendimento social de inserção, estamos hoje no valor mais baixo de beneficiários dos últimos 20 anos, cerca de 160 mil. Isto não chega a 10% das pessoas que estão identificadas em situação de risco de pobreza pelos seus rendimentos", começou por referir, acrescentando que o valor da prestação é 170 euros por beneficiário.

Fernando Medina considerou ainda que esta reforma, "firmada com Bruxelas" com o objetivo de ser um "instrumento mais forte e eficaz" de combate à pobreza, não é forte o suficiente.

"Creio que para surpresa de muitos, o que saiu como proposta, como um pedido de autorização legislativa ao Parlamento, é, no fundo, mais do que a condensação das prestações numa só, é a alteração dos próprios critérios de acesso à prestação", adicionou.