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Ministro afasta agentes das forças de segurança por crimes: «Devem ter honra na farda que vestem»

Joana Ramalho | 08 de Maio de 2026 às 22:22
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Isaltino Morais defende que não se pode considerar que todos os agentes das forças de seguranças de Portugal são duvidosos, mas destaca para o "caso gravíssimo" que aconteceu com 15 polícias da esquadra do Rato, em Lisboa, acusados de tortura.

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, esteve no NOW esta sexta-feira e analisou o estado atual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a governação da AD. Abordou ainda a polémica em torno dos 15 polícias envolvidos em crimes de tortura na esquadra do Rato, em Lisboa, bem como a proposta "sem sentido" do Chega de baixar a idade da reforma. 

"Apesar da situação crítica que vive o SNS, diria que há um consenso sobre a sua importância. (...) Nós temos estado a injetar milhares de milhões de euros no SNS, cerca de 10% do PIB, mais do que a média da União Europeia e da OCDE. Cada vez injetamos mais dinheiro, mas cada vez funciona pior", começou por sublinhar o autarca.

Assim, Isaltino Morais refere que o problema na saúde em Portugal "não é uma questão política", mas sim de "gestão".

"Julgo que era importante fazer uma espécie de estudo de caso num hospital, numa unidade de saúde, ver quais são as perdas, as ineficiências, os fluxos burocráticos, a rentabilidade e a produtividade de cada unidade de trabalho e, depois, em função disso, poder replicar [as soluções] para os outros hospitais. (...)", disse, acrescentando que "ninguém sabe para onde é que o dinheiro vai".

Além deste tema, Isaltino Morais falou sobre o desempenho do mais recente ministro da Administração Interna, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), considerando ser "muito desafiante" falar sobre Luís Neves.

"Eu acho que qualquer polícia, a maioria, tem honra em ser polícia. Mas é óbvio que também têm vergonha por terem colegas que têm este tipo de comportamento", sustentou Isaltino Morais.

A resposta do autarca surgiu depois de ter sido questionado pelo jornalista Pedro Mourinho sobre se considera que o MAI seja uma espécie de "ministro justiceiro", ao afastar em definitivo agentes da PSP e da GNR que estão envolvidos em casos com a justiça.

"Para nós podermos dizer que a polícia não é isto que veio agora ao de cima, com a história da esquadra do Rato, (...) quem veste a farta tem que se sentir honrado com ela", acrescentou.

Neste sentido, Isaltino Morais defende que não se pode considerar que todos os agentes das forças de seguranças de Portugal são duvidosos, mas destaca para o "caso gravíssimo" que aconteceu com 15 polícias da esquadra do Rato, em Lisboa, acusados de tortura.