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Isaltino Morais criticou as acusações contra a ministra da Justiça durante a votação da moção de censura, durante a qual foi chamada de "mentirosa", exigindo maior escrutínio de quem questiona o Executivo.
Isaltino Morais esteve esta sexta-feira no NOW e comentou os 25 anos do 11 de Setembro, um momento que "demorou a esquecer".
Contudo, "não sei se decorridos estes anos todos a lição ficou realmente aprendida", disse o autarca, sustentando que, apesar de haver maior preocupação com o combate ao terrorismo, foram registados múltiplos casos deste cariz pelo mundo entretanto. "Houve provavelmente um afrouxamento" no controlo, considera.
Já sobre a moção de censura avançada pelo Chega, Isaltino Morais sublinhou que esta "não visa outra coisa do que manter o espaço mediático" do partido. Neste sentido, traça paralelismos com o partido alemão AfD no que diz respeito a contradições, ideologias e "populismo".
"A líder do partido da AfD é uma senhora homossexual que é contra a questão da identidade de género. É contra o casamento homossexual e é casada com uma senhora. É contra os imigrantes, mas é casada com uma imigrante e ela própria também é. É contra a adoção [de crianças] por homossexuais, mas ela adotou duas crianças nessa circunstância. No Chega, vemos por exemplo Rita Matias, que é neta de uma senhora indiana mas é a favor da expulsão de imigrantes do subcontinente indiano", acusou.
Isaltino Morais criticou ainda as acusações contra a ministra da Justiça durante a votação da moção de censura, durante a qual foi chamada de "mentirosa", exigindo maior escrutínio de quem questiona o Executivo.
"Que escrutínio é feito daqueles que atiram pedradas a Luís Neves?", questionou.