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"Para alguns, no caso do Chega, por exemplo, isso nem existe", acusou o autarca.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras esteve esta sexta-feira no NOW e falou sobre o caso do jovem de 15 anos que matou a mãe em Algés, na quarta-feira, e que se entregou às autoridades no dia seguinte.
"É um crime muito chocante porque trata-se de um filho que mata a própria mãe. E portanto, isto deve fazer-nos repensar muitas das políticas que dizem respeito à proteção das pessoas, quer ao nível da prevenção, quer ao nível da própria atuação em termos judiciais", destacou.
O autarca defendeu que "há três ou quatro décadas atrás" os crimes contra civis eram enfatizados. Contudo, hoje em dia, parece ser a desvalorização do tema que prevalece.
"A questão da violência doméstica não está na agenda dos partidos políticos. Para alguns, no caso do Chega, por exemplo, isso nem existe", acusou.
Em contraste, Isaltino Morais refere que, nos últimos anos, os "crimes económicos", como a corrupção, têm sido "altamente valorizados", deixando a temática de crimes violentos contra a população para o fim da lista de interesses.
"Os crimes de violência contra as pessoas, como situações de morte, normalmente são chorados e referidos dois ou três dias. Mas depois não têm o impacto que deviam ter. A sociedade devia revoltar-se com estas situações", vincou.