«Chega tem muitas posições políticas que são mais à esquerda do que o PSD», diz Pedro Santana Lopes

| 08 de Junho de 2026 às 22:35
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O antigo primeiro-ministro considera que as declarações de André Ventura colocam o Chega numa posição contraditória e que o partido tem poucas matérias em que pode convergir com o PSD.

Pedro Santana Lopes reagiu esta segunda-feira no NOW, às , estabelecendo um raciocínio direto: se o Chega quer dar razão às teses de Pedro Passos Coelho — mais favorável a acordos com o PSD —, então deve chegar a entendimento com o Governo na legislação laboral e na prestação social única. Se, pelo contrário, quer dar razão a Montenegro, não o faz. "Se não chegam a acordo nisto, então não chegam a acordo em nada", afirmou.

O antigo primeiro-ministro sublinhou ainda uma contradição estrutural do Chega: apesar de ser um partido de direita, tem muitas posições políticas que ficam à esquerda do PSD, o que torna difícil qualquer convergência consistente.

A revisão constitucional surge como o terreno mais natural para uma aproximação entre os dois partidos.

"O André Ventura está, em certa medida, a jogar bem", reconheceu, notando que, como líder do maior partido da oposição, a sua posição tem peso — e que o encontro previsto para quinta-feira terá importância nesse contexto.

Lembrando que o presidente do Chega anunciou esta segunda-feira que vai ter uma “reunião final” com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, na quinta-feira, sobre o pacote laboral.

Quanto ao PS, Santana Lopes foi claro: não vê acordo possível em quase nada. O partido liderado por José Luís Carneiro tem dito não a matérias como a Prestação Social Única.