Presidenciais
A prática é, contudo, ilegal. Até ao momento, nenhum dos visados apresentou documentação detalhada sobre a origem dos fundos ou a forma como estão a ser gastos.
Há candidatos presidenciais que estão a recolher fundos fora do quadro exigido para campanhas eleitorais, avança esta quarta-feira a revista Sábado.
Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo pediram um empréstimo pessoal e contam também com donativos para o financiamento da corrida à Presidência da República.
António Seguro conta com o apoio de empresas e donativos e André Ventura conta com o apoio do Chega e também doações.
Segundo a lei, qualquer verba destinada a atividades de campanha deve ser canalizada para contas bancárias específicas e exclusivamente criadas para esse fim.
Contudo, nenhum dos protagonistas revelou até agora a origem detalhada dos donativos, nem a forma como são aplicados.
Os candidatos a Belém não aceitam divulgar, nesta fase, quem está a custear as viagens pelo País e até as viagens ao estrangeiro. Ainda assim, há ajudas que não passam despercebidas.
O Almirante Gouveia e Melo conta com o apoio do dono da "TVI" e "CNN Portugal", Mário Ferreira. Já Seguro não ficou de mãos a abanar. O candidato às presidenciais conta com o apoio do dono da empresa de congelação Gelpeixe.
A antiga presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) reforça que qualquer recolha de fundos antes da abertura oficial da conta de campanha constitui uma infração.
Os especialistas sublinham que a falta de transparência prejudica a confiança pública e cria desigualdades no processo eleitoral.
Segundo estimativas indicadas no artigo da revista Sábado, os eventos de angariação podem facilmente ultrapassar dezenas de milhares de euros.
A ECFP aponta recorrentemente irregularidades no financiamento das campanhas presidenciais.
As perguntas foram feitas, mas muitas ficaram sem resposta. Nenhum dos visados apresentou documentação detalhada sobre a origem dos fundos ou a forma como estão a ser gastos, até ao momento.