Frente a Frente
Frente a Frente no NOW, Mário Amorim Lopes acusou o Bloco de Esquerda de "reciclar muitos dos ex-terroristas" das Forças Populares 25 de Abril. Já Joana Mortágua responde que Mário Amorim Lopes "foi buscar pertenças intenções não democráticas da esquerda a que faço parte para justificar o facto de não conseguir distanciar-se do candidato não democrata que é André Ventura".
Joana Mortágua (BE) e Mário Amorim Lopes (IL) estiveram Frente a Frente no NOW esta terça-feira e falaram sobre as eleições presidenciais de 2026.
"Eu nunca alinhei na estratégia falhada da esquerda e da extrema-esquerda, o PS de António Costa incluído, de chamar fascista ao Chega, a André Ventura e a quem vota neles", começou por dizer o liberal, defendendo que, na altura de Sá Carneiro e Freitas Amaral, "a extrema-esquerda chamava-os de fascistas também e essa estratégia nunca deu frutos".
"Essa estratégia é errada e desgasta a palavra fascista. Um dia que apareça um a sério, temos um problema. Dito isto, não sendo [André Ventura] um fascista, não significa que não seja, no meu entendimento pessoal, uma ameaça ao Estado de direito", disse.
De seguida, Mário Amorim Lopes acusou o Bloco de Esquerda de "reciclar muitos dos ex-terroristas" das Forças Populares 25 de Abril (FP 25). "Isso não é verdade. Não diga mentiras", respondeu Joana Mortágua.
"A democracia liberal que Mário Amorim Lopes defende é a democracia liberal que historicamente lutou contra o absolutismo. (...) Mário Amorim Lopes foi buscar pertenças intenções não democráticas da esquerda a que faço parte para justificar o facto de não conseguir distanciar-se do candidato não democrata que é André Ventura", vincou Joana Mortágua.
Acrescenta ainda a bloquista que, se Mário Amorim Lopes considera André Ventura em Belém "um perigo para a democracia, é evidente que a Iniciativa Liberal (...) tinha a obrigação de, nas eleições presidenciais, apoiar o único candidato que representa a democracia liberal".