Frente a Frente
Frente a Frente no NOW, Miguel Costa Matos (PS) criticou o Governo por querer que os portugueses trabalhem até 50 horas por semana "de forma gratuita". Já Paulo Núncio defendeu que o Governo teve "a coragem de avançar" com uma reforma laboral que é "decisiva".
Paulo Núncio (CDS) e Miguel Costa Matos (PS) estiveram Frente a Frente no NOW esta quinta-feira, dia em que decorre a greve geral convocada pela CGTP e UGT e que está a ser acompanhada por várias manifestações em todo o País.
"Esta greve geral é claramente uma greve com natureza política. Esta é uma greve que não tem qualquer justificação e é no fundo utilizada pelos partidos de esquerda, para tentar mascarar a vitória da AD nas últimas eleições", acusou primeiramente Paulo Núncio.
Em resposta, Miguel Costa Matos afirmou que, "naturalmente", não é possível dar "tudo o que os sindicatos pedem", mas que é necessário haver uma resposta "quando se faz uma afronta como esta", referindo-se ao pacote laboral.
"É um pacote laboral ilegítimo porque não está no programa eleitoral da AD", acrescentou o socialista.
Paulo Núncio continuou por afirmar que a acusação de Miguel Costa Matos é "uma acusação de um PS que perdeu claramente as últimas eleições", sustentando que o conjunto de reformas laborais resulta de um acordo "que foi celebrado com parceiros da concertação social".