PS diz que pacote laboral do Governo é "ilegítimo" e PSD defende que greve geral é de "natureza política"

Joana Ramalho | 11 de Dezembro de 2025 às 20:15
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Frente a Frente

Frente a Frente no NOW, Miguel Costa Matos (PS) criticou o Governo por querer que os portugueses trabalhem até 50 horas por semana "de forma gratuita". Já Paulo Núncio defendeu que o Governo teve "a coragem de avançar" com uma reforma laboral que é "decisiva".

Paulo Núncio (CDS) e Miguel Costa Matos (PS) estiveram Frente a Frente no NOW esta quinta-feira, dia em que decorre a greve geral convocada pela CGTP e UGT e que está a ser acompanhada por várias manifestações em todo o País. 

"Esta greve geral é claramente uma greve com natureza política. Esta é uma greve que não tem qualquer justificação e é no fundo utilizada pelos partidos de esquerda, para tentar mascarar a vitória da AD nas últimas eleições", acusou primeiramente Paulo Núncio.

Em resposta, Miguel Costa Matos afirmou que, "naturalmente", não é possível dar "tudo o que os sindicatos pedem", mas que é necessário haver uma resposta "quando se faz uma afronta como esta", referindo-se ao pacote laboral.

"É um pacote laboral ilegítimo porque não está no programa eleitoral da AD", acrescentou o socialista.

Paulo Núncio continuou por afirmar que a acusação de Miguel Costa Matos é "uma acusação de um PS que perdeu claramente as últimas eleições", sustentando que o conjunto de reformas laborais resulta de um acordo "que foi celebrado com parceiros da concertação social".