PS questiona Governo sobre lei das rendas. Montenegro garante que não tem disponibilidade para "fazer asneiras"

Joana Ramalho | 09 de Outubro de 2026 às 12:54
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José Luís Carneiro e Luís Montenegro, no Parlamento

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O líder do PS persistiu, durante o debate quinzenal desta sexta-feira, no Parlamento, na revisão da lei do arrendamento urbano, acusando o Executivo da AD de "grande insensibilidade" com as alterações realizadas.

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, desafiou o primeiro-ministro, esta sexta-feira, a viabilizar a proposta socialista para o arrendamento.

“Está ou não está disponível para viabilizar a proposta que apresentou o PS? Porque ela é a única que dinamiza o mercado do arrendamento, salvaguarda o interesse dos proprietários e protege os inquilinos mais jovens e particularmente os mais idosos”, questionou José Luís Carneiro a Luís Montenegro.

Em resposta, o primeiro-ministro acusou o PS de não ter a "mínima autoridade" no tema, sustentando que "todos os constrangimentos que Portugal vive hoje em matéria de habitação" são "mais agravados por via das políticas" socialistas.

O líder do PS persistiu, durante o debate quinzenal desta sexta-feira, no Parlamento, na revisão da lei do arrendamento urbano, acusando o Executivo da AD de "grande insensibilidade" com as alterações realizadas.

Luís Montenegro garantiu que o Governo tem "disponibilidade para a negociação e o diálogo", mas não para "fazer asneiras".

Contudo, acrescenta que Carneiro ainda "não se convenceu que as políticas do Partido Socialista conduziram" à situação atual em Portugal no que diz respeito à habitação, tornando "o diálogo muito difícil".

Note que o para responder às perguntas dos deputados no debate quinzenal, um dia depois de o Governo ter apresentado a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

O PS manifestou esta quinta-feira dúvidas se o Governo cumpriu duas das condições que colocou para viabilizar a proposta de Orçamento para 2027 — uma abstenção que tinha sido previamente anunciada—, casos dos investimentos para conclusão de projetos PRR e para recuperação dos prejuízos das tempestades.

Já o Chega classificou o documento como um “mau orçamento, que não responde às necessidades”, recusando ser muleta do executivo, apesar de não se comprometer para já com um voto contra.