José Luís Carneiro e Luís Montenegro, no Parlamento
O líder do PS persistiu, durante o debate quinzenal desta sexta-feira, no Parlamento, na revisão da lei do arrendamento urbano, acusando o Executivo da AD de "grande insensibilidade" com as alterações realizadas.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, desafiou o primeiro-ministro, esta sexta-feira, a viabilizar a proposta socialista para o arrendamento.
“Está ou não está disponível para viabilizar a proposta que apresentou o PS? Porque ela é a única que dinamiza o mercado do arrendamento, salvaguarda o interesse dos proprietários e protege os inquilinos mais jovens e particularmente os mais idosos”, questionou José Luís Carneiro a Luís Montenegro.
Em resposta, o primeiro-ministro acusou o PS de não ter a "mínima autoridade" no tema, sustentando que "todos os constrangimentos que Portugal vive hoje em matéria de habitação" são "mais agravados por via das políticas" socialistas.
O líder do PS persistiu, durante o debate quinzenal desta sexta-feira, no Parlamento, na revisão da lei do arrendamento urbano, acusando o Executivo da AD de "grande insensibilidade" com as alterações realizadas.
Luís Montenegro garantiu que o Governo tem "disponibilidade para a negociação e o diálogo", mas não para "fazer asneiras".
Contudo, acrescenta que Carneiro ainda "não se convenceu que as políticas do Partido Socialista conduziram" à situação atual em Portugal no que diz respeito à habitação, tornando "o diálogo muito difícil".
Note que o primeiro-ministro regressou, esta sexta-feira, ao Parlamento para responder às perguntas dos deputados no debate quinzenal, um dia depois de o Governo ter apresentado a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
O PS manifestou esta quinta-feira dúvidas se o Governo cumpriu duas das condições que colocou para viabilizar a proposta de Orçamento para 2027 — uma abstenção que tinha sido previamente anunciada—, casos dos investimentos para conclusão de projetos PRR e para recuperação dos prejuízos das tempestades.
Já o Chega classificou o documento como um “mau orçamento, que não responde às necessidades”, recusando ser muleta do executivo, apesar de não se comprometer para já com um voto contra.