Resposta às tempestades: PS e Chega consideram que PTRR não corresponde às «expectativas» dos portugueses

Joana Ramalho | 20 de Fevereiro de 2026 às 22:35
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Frente a Frente

Frente a Frente no NOW, Eva Cruzeiro (PS) e Rita Matias (Chega) apontaram falhas da atuação do Executivo na resposta às populações na sequência do mau tempo.

Eva Cruzeiro (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW esta sexta-feira e falaram sobre as linhas gerais do programa PTRR, aprovadas em Conselho de Ministros e anunciadas pelo primeiro-ministro, para responder aos efeitos do mau tempo em Portugal.

A deputada socialista começou por sublinhar que os "15 dias de desastre por parte do Governo" foram marcados pela falha do Executivo na resposta à população. "Não conseguiu corresponder àquilo que eram as expectativas das pessoas", disse, acrescentando que não houve "soluções".

Neste sentido, Eva Cruzeiro considera que as medidas apresentadas por Luís Montenegro esta sexta-feira não são suficientes. "Não traz boas notícias e ainda traz más", acrescenta, referindo-se ao fim da isenção de portagens nas áreas mais afetadas.

Em concordância, Rita Matias considera que as medidas do Executivo em resposta às intempéries são insatisfatórias e pouco detalhadas. "É um limão que esprememos e não sai praticamente nada", afirma.

"Diria mesmo que a montanha pariu um rato. Luís Montenegro anunciou que tinha um PTRR e, de repente, colocou toda a expectativa dos portugueses neste instrumento", sublinha.

De seguida, a deputada do Chega criticou o ministro das Finanças, recordando um momento da governação de António Costa.

"No Governo de António Costa, a dado momento, Fernando Medina [antigo ministro das Finanças] anunciou um fundo e vimos Miranda Sarmento exaltado, muito nervoso na Assembleia da República, a dizer que não se podiam anunciar fundos sem se conhecer montantes, sem perceber como é que escrutinamos e sem perceber exatamente a sua aplicabilidade. E agora? Onde é que está esse Miranda Sarmento das contas certas, que de repente anuncia algo que pode ser tudo, ou pode ser absolutamente nada?", questionou.