Sondagem: Três principais forças políticas sobem nas intenções de voto mas empate técnico persiste

| 23 de Dezembro de 2025 às 14:52
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Sondagem Intercampus

A sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã revela que o cenário mantém-se praticamente inalterado em comparação com o barómetro anterior. Os dados indicam que o empate técnico entre a AD, o PS e o Chega persiste.

A menos de um mês das presidenciais, se as eleições legislativas fossem hoje a Aliança Democrática voltaria a vencer, mas com pouca margem em relação ao Partido Socialista e ao Chega. A conclusão é baseada na mais recente sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã.

O estudo revela que as três principais forças políticas reforçaram as intenções de voto, mas o empate técnico mantém-se. O barómetro indica que a AD, coligação entre PSD e CDS, obtém a preferência de mais de 24% dos inquiridos.

O PS é a segunda força política com praticamente a mesma percentagem e o Chega ocupa o terceiro lugar. É o partido preferido para mais de 22% dos questionados.

A Iniciativa Liberal, o Livre, a CDU, o Bloco de Esquerda e o PAN ocupam os lugares seguintes na intenção de voto legislativo.

No que diz respeito à imagem dos líderes partidários é de registar que os responsáveis do Livre, do Chega e do Bloco de Esquerda obtiveram uma melhoria da nota por parte dos eleitores. Numa escala de 1 a 5 valores, Rui Tavares chega quase aos três valores, ou seja, tem melhor nota do que Luís Montenegro e José Luís Carneiro, os líderes do PSD e PS, respetivamente.

O Bloco de Esquerda também sai a ganhar. José Manuel Pureza, o atual coordenador do partido, consegue melhor nota do que Mariana Mortágua.

Na avaliação da imagem das instituições, a do Presidente da República e a do Banco de Portugal são as que têm nota positiva. A imagem do Governo e a do primeiro-ministro são as que os inquiridos atribuíram a pior nota de avaliação.

Este barómetro revela um número menor de indecisos do que em novembro, mas confirma uma distribuição de forças muito semelhante à registada em outubro.

A sondagem da Intercampus para o CM é constituída por 611 entrevistas telefónicas a eleitores residentes em Portugal continental. A recolha de dados decorreu entre 12 e 16 de dezembro deste ano. A margem de erro para um intervalo de confiança de 95% é de cerca de 4%.