O Banco de Portugal está a preparar alterações às medidas macroprudenciais, mas sublinha que o mais importante seria que estas fossem obrigatórias.
O Banco de Portugal prepara-se para apertar os critérios de concessão de crédito às famílias e o governador Álvaro Santos Pereira pede ao Governo que as medidas em vigor — e que não são cumpridas no caso, por exemplo, da garantia pública — passem a ser obrigatórias.
Na conferência de imprensa de apresentação do relatório de estabilidade financeira do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira defendeu que é tempo de as medidas macroprudenciais se tornarem "vinculativas, tal como acontece noutros países".
O governador confirmou que, tal como o Negócios tinha avançado, a taxa de esforço máxima no crédito à habitação vai ser reduzida de 50% para 45%. Na prática, com esta alteração, o Banco de Portugal pretende tornar mais restritivas as condições de concessão dos empréstimos, garantindo que as famílias conseguem pagar as prestações mensais.
"Para tentar evitar riscos futuros para a estabilidade financeira e para prevenirmos o sobreendividamento das famílias, o Banco de Portugal está neste momento a falar com diversos agentes económicos para promover uma alteração da sua recomendação macroprudencial", indicou Álvaro Santos Pereira.
(Notícia em atualização)