Antigo vice-presidente da Câmara de Gaia condenado a oito anos e meio de prisão por corrupção

| 08 de Maio de 2026 às 17:18
A carregar o vídeo ...

Antigo vice-presidente da Câmara de Gaia condenado a oito anos e meio de prisão por corrupção

O tribunal deu como provado que Patrocínio Azevedo recebeu pelo menos 50 mil euros e quatro relógios. Outros três arguidos foram condenados também a penas de prisão.

Os juízes não tiveram dúvidas de que Patrocínio Azevedo agiu para satisfazer interesses de privados num primeiro projeto, porque queria cumprir o sonho de construir um centro de congressos. Em outro, porque lhe deram 50 mil euros e quatro relógios. O ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia foi assim esta sexta-feira condenado a oito anos e meio de prisão. 

Também o promotor imobiliário Paulo Malafaia foi condenado a sete anos de prisão. Elad Dror, do grupo Fortera, levou seis anos de cadeia. Já João Lopes viu-lhe ser aplicada uma pena de sete anos e nove meses. Este advogado alegou em tribunal que usou o nome de Patrocínio para pedir dinheiro. As entregas ocorreram no ano de 2021. 

No projeto 'Skyline’, que visava a construção do centro de congressos, o tribunal diz que existiu uma vantagem criminosa de seis milhões de euros com a venda do terreno, dinheiro que os arguidos foram condenados agora a pagar.

Elad Dror e duas empresas da sua esfera viram ainda o tribunal dar como perdidos cerca de 20 milhões de euros para o Estado. Malafaia viu ser-lhe decretada uma perda de vantagens de 900 mil euros e João Lopes de meio milhão.

Os arguidos vão agora recorrer das penas.

O processo tinha como arguidos o empresário Jordi Busquets e Luísa Aparício, que foi diretora do urbanismo em Gaia. Foram ambos absolvidos. Já seis empresas foram condenadas a penas de multa.

A operação Babel foi desencadeada em 2023 e investigou favorecimentos em projetos do grupo Fortera. O ex-vice presidente da Câmara de Gaia e Malafaia estiveram quase dois anos presos.