Auditoria do Tribunal de Contas a idD Portugal Defence
Neste período, a idD Portugal Defence fez transações de quase dois milhões de euros sem a autorização do Ministério das Finanças. Na altura, a empresa era liderada por Marco Capitão Ferreira, antigo Secretário de Estado da Defesa.
As contas da idD Portugal Defence foram passadas a pente fino e a gestão da empresa liderada por um antigo governante foi arrasada. Entre 2020 e 2022, a holding que gere a participação do Estado nas indústrias de defesa em Portugal tinha como presidente Marco Capitão Ferreira, o ex-Secretário de Estado da Defesa.
Uma auditoria do Tribunal de Contas revela que a idD Portugal Defence celebrou contratos sem suporte legal entre 2020 e 2022. Alguns dos contratos tinham efeitos retroativos e sem fundamentação.
No período em causa, a empresa fez transações no montante global de um milhão e 800 mil euros. Os acordos e as transações de dinheiro foram realizados sem a autorização do Ministério das Finanças.
A auditoria revela também que houve contratos feitos sem existir a respetiva adjudicação e que foram realizados pagamentos antes de os contratos terem sido publicados no portal base.
O Tribunal de Contas diz que os resultados da idD Portugal Defence, até ao final de 2022, não apresentam de forma apropriada a posição e desempenho financeiro da empresa, a execução orçamental e o fluxo de caixa desta holding do Estado.
Marco Capitão Ferreira foi constituído arguido o âmbito da operação 'Tempestade Perfeita', uma investigação onde estão em causa suspeitas de crimes de corrupção e participação económica em negócio.
O ex-Secretário de Estado é suspeito de se ter apropriado de mais de 61 mil euros da assessoria que prestou à direção-geral de recursos da defesa nacional, antes de ter assumido funções na idD Portugal Defence.