Caso de Odair Moniz: «Estado devia estar no banco dos réus»

| 15 de Junho de 2026 às 19:38
A carregar o vídeo ...

NOW

Adicione como fonte preferencial no Google

Joana Amaral Dias argumenta que a negligência estatal na segurança dos bairros e na proteção da polícia contribuiu para a tragédia e para os tumultos subsequentes.

No NOW, o advogado Pedro Proença e a psicóloga Joana Amaral Dias analisaram as consequências da decisão judicial sobre o agente da PSP envolvido na morte de Odair Moniz.

Joana Amaral Dias defende que "o Estado devia estar no banco dos réus", argumentando que a negligência estatal na segurança dos bairros e na proteção da polícia contribuiu para a tragédia e para os tumultos subsequentes. A psicóloga sublinha que "o Estado que não garante a segurança dos cidadãos é um Estado falhado", referindo a demora na reação do governo de Montenegro.

Por sua vez, Pedro Proença aborda as implicações legais e financeiras para o agente da PSP, que foi condenado a pagar uma indemnização de noventa mil euros. Destaca que a sanção financeira "vai acabar por ser muito mais destrutiva para o próprio agente do que a própria condenação penal".

Pedro Proença nota ainda a possibilidade de o Tribunal da Relação alterar a decisão, uma vez que o Ministério Público conseguiu provar os factos da acusação, incluindo a inexistência de uma faca no local, que teria sido plantada.