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Joana Amaral Dias argumenta que a negligência estatal na segurança dos bairros e na proteção da polícia contribuiu para a tragédia e para os tumultos subsequentes.
No NOW, o advogado Pedro Proença e a psicóloga Joana Amaral Dias analisaram as consequências da decisão judicial sobre o agente da PSP envolvido na morte de Odair Moniz.
Joana Amaral Dias defende que "o Estado devia estar no banco dos réus", argumentando que a negligência estatal na segurança dos bairros e na proteção da polícia contribuiu para a tragédia e para os tumultos subsequentes. A psicóloga sublinha que "o Estado que não garante a segurança dos cidadãos é um Estado falhado", referindo a demora na reação do governo de Montenegro.
Por sua vez, Pedro Proença aborda as implicações legais e financeiras para o agente da PSP, que foi condenado a pagar uma indemnização de noventa mil euros. Destaca que a sanção financeira "vai acabar por ser muito mais destrutiva para o próprio agente do que a própria condenação penal".
Pedro Proença nota ainda a possibilidade de o Tribunal da Relação alterar a decisão, uma vez que o Ministério Público conseguiu provar os factos da acusação, incluindo a inexistência de uma faca no local, que teria sido plantada.