Amadora-Sintra
A ULS Amadora-Sintra reconhece que a pressão sobre a urgência geral "é muito elevada, dadas as características do hospital: o elevado número de utentes sem médico de família e o período do ano que atravessamos", fatores que criam constrangimentos no funcionamento do serviço de urgência.
Numa altura em que o tempo de espera nas urgências do Hospital Amadora-Sintra chegou às 20 horas para doentes urgentes, a chefe e a subchefe da urgência geral apresentaram a demissão. Foram duas demissões que aconteceram após uma noite considerada crítica naquela unidade local de saúde (ULS).
Segundo o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, de sexta-feira para sábado esteve em causa a segurança de doentes e profissionais, com escalas consideradas insuficientes.
Na área ambulatória chegou a estar apenas um médico para 179 doentes, numa altura em que os tempos de espera atingiram níveis considerados "inaceitáveis".
Os doentes com pulseira amarela tiveram de esperar 20 horas para a primeira observação, quando no máximo devem esperar apenas uma hora.
O sindicato responsabiliza a administração da unidade local de saúde Amadora-Sintra, que se encontra demissionária desde novembro, e fala numa grave incapacidade de gestão.
A ULS Amadora-Sintra reconhece que a pressão sobre a urgência geral "é muito elevada, dadas as características do hospital: o elevado número de utentes sem médico de família e o período do ano que atravessamos", fatores que criam constrangimentos no funcionamento do serviço de urgência.
A estrutura sindical aponta ainda responsabilidades ao Governo e à ministra da Saúde, que já assumiu que a situação é “muito crítica” e não prevê melhorias nas urgências em Portugal, pelo menos para já.