Cunhado do ministro Leitão Amaro é um dos quatro arguidos numa operação que investiga suspeitas de corrupção no combate a incêndios
Em causa está a atuação de sociedades sediadas em Portugal que terão tido acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos.
Um dos arguidos na operação 'Torre de Controlo II' é Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, que reitera que não teve intervenção em procedimentos de contratação pública de helicópteros.
Na nota do gabinete da Presidência pode ler-se ainda que é "inadmissível" envolver ou culpabilizar alguém por relações familiares.
A operação investiga a prática de crimes de burla qualificada, fraude fiscal qualificada, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, abuso de poder e associação criminosa.
Em causa está a atuação de sociedades sediadas em Portugal que terão tido acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos.
Estas sociedades terão apresentado propostas concertadas, com vista a obterem ganho patrimonial ilegítimo em concursos públicos, no âmbito do dispositivo especial de combate a incêndios rurais e na gestão de meios de combate a incêndio.
São quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, depois de terem sido realizadas buscas na região de Lisboa, Faro e Porto.
A Polícia Judiciária, acompanhada por magistrados do Ministério Público e juízes de instrução criminal, entrou em seis habitações e em quatro escritórios de advogados. Uma delas, a residência do cunhado de Leitão Amaro, no Restelo.