Dois arguidos da operação 'Águas Turvas' em prisão preventiva

| 02 de Junho de 2026 às 22:03
A carregar o vídeo ...

Dois arguidos da operação 'Águas Turvas' em prisão preventiva

Ministério Público tinha pedido a medida mais gravosa para quatro dos 14 arguidos, mas apenas dois vão aguardar julgamento na cadeia.

Uma semana depois de serem detidos pela Polícia Judiciária, os dez suspeitos de corrupção, abuso de poder e branqueamento ficaram, esta terça-feira, a conhecer as medidas de coação. O empreiteiro, António Santos da Mota, e o ex-diretor da empresa Águas de Gaia, José António Martins, vão aguardar julgamento em prisão preventiva.

Já os funcionários da empresa municipal, Filipe Pires de Lima e António Costa – para quem o Ministério Público (MP) pediu também a medida mais gravosa – ficam com pulseira eletrónica. O advogado de Pires de Lima pondera recorrer da decisão.

Dos 14 arguidos, dez já ouviram, esta terça-feira, as medidas em liberdade. Cinco foram obrigados a suspender funções na empresa Águas de Gaia e um deles obrigado a entregar o passaporte e proibido de se ausentar para a África do Sul, onde nasceu.

O advogado de defesa de Paulo Salazar diz que não entende a decisão.

Os restantes cinco arguidos, para além de impedidos de contactar entre si e com funcionários da empresa, têm ainda de pagar uma caução de 100 mil euros cada.

Os arguidos estão acusados de corrupção, abuso de poder e branqueamento. Em causa um valor global de oito milhões de euros.