Emitido mandado de detenção europeu para homicida francês que matou duas mulheres e as enterrou em Bragança

| 06 de Maio de 2026 às 20:26
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Emitido mandado de detenção europeu para homicida francês

Corpo de Audrey chegou a França na passada quinta-feira, 30 de abril, depois de ter permanecido no gabinete médico legal do hospital de Bragança.

A confirmação do Ministério Público é avançada pela agência Lusa que cita o procurador do Ministério Público de Montpellier, que refere que o "juiz de instrução (...) ordenou um mandado de detenção em 25 de março de 2026 contra Cédric Prizzon, o qual foi difundido no âmbito do procedimento do mandado de detenção europeu, em conformidade com as disposições do Código de Processo Penal".

A informação vem de encontro àquilo que o advogado da família de Audrey já tinha garantido: "na lei, nada impede que o caso seja julgado nos tribunais franceses", uma vez que tanto o homicida como as duas mulheres mortas — Audrey e Angela — têm nacionalidade francesa. Embora os crimes mais graves tenham sido cometidos em território português, essa é a vontade da mãe de Audrey Cavalié, a ex-mulher do homicida, com quem tinha um filho de 12 anos, que terá assistido aos crimes macabros praticados pelo pai, em março.

O corpo de Audrey chegou a França na passada quinta-feira, 30 de abril, depois de ter permanecido no gabinete médico legal do hospital de Bragança, onde foram realizadas as autópsias.

Cédric Prizzon, de 42 anos, está atualmente em prisão preventiva em Portugal, acusado de matar Audrey Cavalié, ex-companheira de 40 anos e mãe do filho de 12, assim como Angela Legobien, de 26 anos, a sua atual companheira e mãe da filha com menos de dois anos.

O homem terá raptado a ex-companheira com a ajuda da namorada atual, percorreu milhares de quilómetros e depois matou-as. Segundo o relatório da autópsia, as duas mulheres terão sido mortas da mesma forma, por asfixia, com um "mata-leão".

O francês foi apanhado durante uma fiscalização de trânsito efetuada pela Guarda Nacional Republicana, na zona da Mêda.

As crianças estiveram institucionalizadas, mas já foram repatriadas para França.