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O presidente da Federação Portuguesa de Professores sublinhou a dedicação dos professores classificadores no período de férias para garantir a preparação do próximo ano letivo, denunciando falhas na receção de provas e a falta de valorização do trabalho suplementar.
Cristina Mota, do Movimento Missão Escola Pública, e Filipe Dupaltro, presidente da Federação Portuguesa de Professores, estiveram em análise no NOW, onde abordaram as declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, no Parlamento.
Cristina Mota afirmou que o governante continua a «parecer viver num mundo paralelo», contestando os dados apresentados sobre a classificação das provas e alertando para o elevado número de reapreciações de exames nacionais que podem alterar as notas de milhares de alunos.
A responsável criticou ainda o modelo de transição digital, referindo que o sistema de classificação por itens não se tem revelado mais rigoroso do que o anterior.
Por sua vez, Filipe do Paulo acusou a tutela de demonstrar desconsideração pelo corpo docente ao aprovar matérias de recrutamento em Conselho de Ministros sem concluir as negociações sindicais e por enviar comunicados à comunicação social antes das escolas.
O presidente da Federação Portuguesa de Professores sublinhou a dedicação dos professores classificadores no período de férias para garantir a preparação do próximo ano letivo, denunciando falhas na receção de provas e a falta de valorização do trabalho suplementar.
Ambos defenderam o apuramento de responsabilidades políticas em comissão parlamentar.