O primeiro-ministro já tinha evocado António Lobo Antunes, que morreu hoje aos 83 anos, como "uma figura maior da cultura portuguesa", dizendo que o seu legado deve continuar a inquietar e a inspirar todos.
O Conselho de Ministros presidido por Marcelo Rebelo de Sousa aprovou, esta quinta-feira, um dia de luto nacional em homenagem ao escritor António Lobo Antunes. O dia de luto nacional vai ser a 7 de março.
O Governo propôs a atribuição do grande-colar da Ordem de Camões, o que Marcelo Rebelo de Sousa concordou prontamente.
Numa nota de pesar publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa considera que Lobo Antunes deixa "uma bibliografia vasta, visceral, sofisticada em termos narrativos, atenta ao quotidiano, e muito tributária de experiências como a guerra e a prática clínica da psiquiatria" e que "ninguém terá sido mais imitado pelas gerações seguintes".
De acordo com a lei, cabe ao Governo decretar o luto nacional, "sua duração e âmbito, sob a forma de decreto".
O luto nacional é declarado pela morte do presidente da República, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro e ainda dos antigos presidentes da República, bem como "pelo falecimento de personalidade, ou ocorrência de evento, de excecional relevância".
O primeiro-ministro já tinha evocado António Lobo Antunes, que morreu hoje aos 83 anos, como "uma figura maior da cultura portuguesa", dizendo que o seu legado deve continuar a inquietar e a inspirar todos.
Recorde-se que morreu esta quinta-feira, aos 83 anos, António Lobo Antunes, um dos mais conceituados escritores portugueses, publicou mais de três dezenas de romances e foi um dos cronistas mais emblemáticos da língua portuguesa (apesar de considerar as crónicas como parte menor do seu trabalho).