Homicida de Lagos agrediu vítimas com barra de ferro e atirou cloro e diluente para cima dos corpos
A autópsia aos corpos do casal que foi morto pelo caseiro em Lagos foi realizada esta terça-feira no gabinete médico legal de Portimão.
Natalino Cordeiro deslocava-se de bicicleta da casa onde vivia como caseiro até Odiáxere, onde também chegou a trabalhar. Foi nesta localidade que foi visto pela última vez, na sexta-feira de manhã, antes de se saber que tinha matado os patrões. Aparentava estar desorientado.
Natalino nasceu no Brasil, mas já vivia em Portugal há vários anos. A vizinhança já tinha ouvido algumas discussões com o casal patrão e era frequente falar que queria regressar ao país de origem.
Jean-Marie Grenier e Milena moravam numa zona rural do concelho de Lagos há vários anos e eram muito acarinhados pelos vizinhos.
As autoridades suspeitam que Natalino terá discutido com os patrões e usou uma barra de ferro como arma para os matar. Os corpos foram depois colocados dentro de um reservatório de apoio à piscina para onde foram atiradas grandes quantidades que cloro, diluentes e outros produtos químicos de venda livre.
O suspeito ligou depois a um amigo a quem pediu para o ir buscar às imediações da casa. Contudo, o amigo desconfiou e avisou a GNR.
Também a irmã de Milene tinha alertado as autoridades, por não conseguir contactá-la. GNR foi ao local e, como as vítimas não atenderam, contactou a PJ.
O suspeito foi, entretanto, localizado na rua. A PJ localizou os corpos em poucas horas numa casa de apoio à piscina.
A retirada dos cadáveres demorou várias horas devido ao local onde estavam e ao seu estado, o que obrigou a uma demorada e complexa operação realizada por elementos dos Bombeiros de Lagos.
A autópsia aos corpos foi realizada esta terça-feira e poderá revelar quais as causas exatas das morte e em que dias aconteceram.
A investigação continua e Natalino vai aguardar julgamento em prisão preventiva.