Humberto Gama, padre conhecido por exorcismos, acusado de violação e coação sexual

| 12 de Maio de 2026 às 20:56
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Humberto Gama, padre conhecido por exorcismos, acusado de violação e coação sexual

Começou a ser julgado no Tribunal de Vila Real, onde jura inocência e nega todos os crimes.

Humberto Gama chegou ao Tribunal de Vila Real ainda não eram nove horas da manhã, esta terça-feira, para um julgamento que decorreu à porta fechada por envolver crimes sexuais. Sereno e com confiança na justiça, falou ao coletivo de juízes, a quem diz ter negado todos os crimes de que vem acusado. 

O ex-pároco chega ao banco dos réus acusado da prática de quatro crimes: um de burla qualificada, um de usurpação de funções (na forma continuada) e dois crimes de natureza sexual – um de violação agravada e outro de coação sexual. Mesmo depois de ter sido expulso da Igreja Católica, em 1979, continuou a apresentar-se e a vestir, quer no seu dia a dia, quer nas consultas que dava como “padre” e como “padre exorcista”, pertencente à Igreja Católica. Em troca, recebia dinheiro.

Terá sido numa dessas sessões, ligadas à atividade de exorcismo, aconselhamento e orientação espiritual, realizadas no consultório em Murça em 2021, que Humberto Gama terá abusado sexualmente de duas mulheres. Uma delas estaria a passar por uma depressão e terá sido colocada num estado ‘’sem consciência’’, onde ficou sem capacidade de reação. O arguido terá praticado atos sexuais sem o consentimento da mulher. A outra vítima foi constrangida a toques no corpo contra a sua vontade.

No arranque do julgamento foram ouvidas várias testemunhas, entre elas um homem que fez o transporte de uma das alegadas vítimas ao consultório em Murça e um padre do Santuário onde Humberto Gama, de 86 anos, foi ordenado.

À saída do Tribunal, no final da sessão, mostrou-se preparado para o desenrolar do processo. 

O ex-pároco chegou a estar em prisão preventiva, mas foi libertado em abril de 2022.

A segunda sessão do julgamento tem data marcada para o dia 19 de maio.