Instituto dos Registos e Notariado recusa 3 vezes nacionalidade portuguesa a jovem que nasceu, vive e trabalha no Algarve há 26 anos
Os pais são naturais de Cabo Verde e, após o nascimento, foi registado como cidadão cabo-verdiano, apesar de nunca ter estado neste país.
Bruno nasceu em Faro há 26 anos, estudou, vive e trabalha em Albufeira, paga impostos e desconta para a Segurança Social, a família e os amigos vivem em Portugal, mas o Estado recusa atribuir-lhe a nacionalidade portuguesa.
Guarda religiosamente a certidão de nascimento, o boletim de vacinas e todos os documentos que comprovam que toda a sua vida foi em Portugal. É um cidadão exemplar, mas o país onde nasceu não o aceita.
Os pais são naturais de Cabo Verde e, após o nascimento, foi registado como cidadão cabo-verdiano, apesar de nunca ter estado neste país, porque era a única opção legal.
26 anos depois e apesar de ter vivido e trabalhado toda a vida legalmente no Algarve, já viu três pedidos de nacionalidade recusados.
Bruno trabalha num restaurante de praia desde os 16 anos. Nunca faltou e todos reconhecem as suas qualidades.
O NOW questionou o Instituto dos Registos e do Notariado, mas sem sucesso.
Bruno garante que não vai desistir, porque Portugal é "o seu país".