Joalheiro Eugénio Campos envolvido na 'Máfia das Falências'
O conhecido joalheiro terá tido a ajuda do advogado Paulo Topa que está atualmente em prisão preventiva.
O esquema criminoso tem já mais de duas décadas. O objetivo passava por enganar o Estado e os credores. Eugénio Campos é um dos arguidos no processo conhecido como “Máfia das Falências”. O conhecido joalheiro terá pedido ajuda ao advogado Paulo Topa e, de acordo com o Ministério Público, aceitou entrar no plano de delapidação do património de modo a fugir ao pagamento de dívidas.
Segundo a investigação, foram criados mapas de créditos fictícios de outras empresas com o objetivo de delapidar património e evitar a existência de dinheiro na massa falida para pagar indemnizações.
Eugénio Campos terá estado várias vezes nos escritórios de Topa, que de acordo com a PJ do Porto fazia do crime o seu modo de vida. O processo do joalheiro foi de tal forma complexo que o próprio advogado queixou-se aos mais próximos de que precisavam que Campos pagasse mais dinheiro.
Paulo Topa estava empenhado no esquema. Uma escuta telefónica revela que o advogado assim que soube que o processo ia ser distribuído ao juiz 3, do tribunal de Vila Nova de Gaia, garantiu que sabia quem era o magistrado e ia falar com ele. Criou a convicção de que o iria fazer, mas essa conversa não terá acontecido.
Para além de Eugénio Campos, o processo tem mais de 100 arguidos, entre advogados e administradores de insolvência. O advogado Paulo Topa, que está atualmente em prisão preventiva, é suspeito de desviar dez milhões de euros através do esquema.